Identificar boas práticas é uma forma saudável de alcançar mais eficiência - Gminas TV - Gminas TV

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Identificar boas práticas é uma forma saudável de alcançar mais eficiência, eficácia e reconhecimento de valor, em qualquer instituição. No caso das cooperativas, são os sete princípios do cooperativismo que devem nortear a sua atuação. Todavia, podemos identificar alguns outros pontos interessantes a destacar nesse sentido. Não temos aqui a pretensão de fazer um manual de boas práticas. Mas a observação dos pontos a seguir pode ajudar a inspirar a atuação cooperativa, trazendo resultados positivos ao dia a dia e ao desempenho da instituição. Acompanhe, então, dez boas práticas cooperativas:

1 – Empenhar-se pela disseminação do cooperativismo

Quem opta por uma cooperativa certamente deve acreditar na cooperação entre as pessoas como forma de conseguir um mundo melhor. Portanto, nada mais coerente do que empenhar-se para que essa cultura cooperativa seja disseminada. Assim, em cooperativas, devem incentivar-se ações de intercooperação, educacionais, informativas, etc., sempre visando a difusão do cooperativismo.

2 – Atuar de forma sustentável

Ser sustentável é agir pensando no futuro. Uma cooperativa, pelo interesse comum de todos os associados, deve pautar suas ações pela sustentabilidade. E isso vai muito além da questão ambiental. É fundamental que a cooperativa seja também socialmente, energeticamente e economicamente sustentável. E isso inclui a integração e participação de todos os associados que, como donos do negócio, são responsáveis por todas as suas decisões. Aliás, esse é o próximo ponto.

3 – Estimular a participação dos cooperados

Em uma cooperativa, todos os cooperados são sócios do negócio. Todos têm o mesmo poder de decisão independente do capital investido (um voto por pessoa). Logo, todos devem participar ativamente das decisões e das operações da cooperativa. Mesmo em grandes centrais e sistemas cooperativos, é primordial estimular a participação de todos os associados, mantendo-os bem informados e educando-os continuamente sobre os princípios do cooperativismo.

4 – Educar, formar e informar

Esse é um dos sete princípios do cooperativismo. E isso vale tanto para os atores internos – cooperados e colaboradores -, quanto para a comunidade onde a cooperativa está instalada. Ou seja, a cooperativa deve incentivar as ações educacionais de crianças e jovens, incluindo a educação cooperativa, deve formar continuamente seus cooperados e colaboradores nas noções cooperativas e deve manter a todos – incluindo a comunidade – informados sobre os benefícios do cooperativismo e sobre suas operações (aliás, o próximo ponto fala justamente sobre essa atuação transparente).

5 – Agir com transparência

Formadas por seus cooperados e com objetivo central de beneficiá-los conjuntamente, as cooperativas têm o compromisso de ser transparentes em todas as suas operações, fortalecendo a confiança de seus associados por meio da ampla disponibilidade de informações sobre a instituição. É direito do associado, a qualquer tempo, examinar livros e documentos, pedir esclarecimentos aos conselhos de administração e/ou fiscal e convocar assembleia, caso seja necessário.

6– Ter credibilidade em todas as suas operações

Para cumprir seu objetivo principal de servir aos seus associados e à sua comunidade, a cooperativa precisa atuar de forma a preservar sua solidez econômica e financeira, sendo transparente em suas operações e agindo sempre sobre os conceitos da ética.

7 – Buscar a qualidade contínua

Independente de seu setor de atuação, para cumprir seu objetivo primordial de benefício coletivo aos seus associados e à sua comunidade, a cooperativa tem que buscar a melhoria contínua, pois, de uma forma ou de outra, está inserida em um mercado competitivo que exige da instituição um esforço permanente de atualização tecnológica e de competências, de modernização, etc.

8 – Valorizar o patrimônio humano

A raiz da cooperação é justamente a relação humana. Portanto, valorizar o patrimônio humano é basilar no cooperativismo. Isso vale não apenas para associados da cooperativa, como também para colaboradores e para toda a comunidade.

9 – Ter interesse pela comunidade

Esse é outro dos sete princípios do cooperativismo (que, aliás, pode ser considerado como uma boa prática para qualquer modelo socioeconômico).

Instituições cooperativas têm por diretriz um compromisso com sua comunidade, devem respeitar as peculiaridades sociais e a vocação econômica do local, desenvolvendo soluções de negócios e apoiando ações humanitárias e socioambientalmente sustentáveis, atuando com total responsabilidade socioambiental.

10 – Tomar os 7 princípios do cooperativismo sempre como diretrizes

Baseados no estatuto da cooperativa de consumo de Rochdale (1844), os sete princípios do cooperativismo continuam sendo as melhores diretrizes de boas práticas para inspirar a atuação das cooperativas.

Fonte: Sicoob Credinter 

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