PF abre inquérito para investigar fundo de pensão da Petrobras - Gminas TV - Gminas TV

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar supostas irregularidades no Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

Em depoimento à PF, no ano passado, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, um dos auxiliares do doleiro Alberto Youssef, apontou uma conexão entre o fundo de pensão, Youssef e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O doleiro foi preso durante a Operação Lava Jato, que investiga desvio de dinheiro e pagamento de propina em contratos da Petrobras.

Segundo o depoimento do advogado, o Petros adquiriu R$ 13 milhões em créditos da Indústria de Metais do Vale, como parte de um acerto que teria incluído o pagamento de R$ 500 mil em propina a dirigentes do fundo.

A assessoria do Petros informou por meio de nota que “todas as decisões de investimento são técnicas e que todas as operações de crédito têm garantias e são precedidas de avaliações” (leia íntegra da nota ao final desta reportagem).

No início da noite desta segunda, a TV Globo procurou a assessoria do Petros, que informou que iria se manifestar por meio de nota. A nota não tinha sido enviada até a publicação desta reportagem.

Por meio de nota, a Secretaria Nacional de Finanças do PT nega “veementemente” que Vaccari Neto tenha discutido investimentos no Petros com Youssef (leia íntegra da nota ao final desta reportagem).

Nota do fundo Petros

Posicionamento

A Petros informa que não recebeu qualquer notificação da Polícia Federal e caso isso aconteça irá prestar todos os esclarecimentos necessários. A Fundação reforça ainda que todas as suas decisões de investimento são técnicas e que todas as operações de crédito têm garantias e são precedidas de avaliações de rating externas e respeitam a legislação vigente.

Nota do tesoureiro do PT

Nota da Secretaria Nacional de Finanças do PT

O secretário Nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, nega veementemente que tenha tratado sobre investimentos do fundo Petros com o senhor Alberto Youssef. Em sua delação, o senhor Pereira da Costa afirma que esse fato “provavelmente” teria ocorrido, sem apresentar provas ou evidências. O próprio Costa afirma que nunca participou de reunião com Vaccari.

Dessa forma, são absolutamente mentirosas as afirmações feitas em processo de delação premiada. Essa acusação causa ainda profunda estranheza pois a própria contadora das empresas de Youssef, Meire Bonfim Poza, declarou à CPI Mista da Petrobras, no último dia 8 de outubro, que não conhece e que nunca fez transações financeiras com Vaccari Neto

Fonte: www.jusbrasil.com.br

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